Preencha os campos abaixo para submeter seu pedido de música:


A tartaruga-verde, espécie mais avistada no Litoral Norte paulista e presença constante em Ubatuba, deixou oficialmente o grupo de animais ameaçados de extinção após 43 anos. A nova classificação, agora como “pouco preocupante”, foi divulgada pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) em novembro, após uma revisão da lista vermelha que considera dados globais de conservação.
Segundo a UICN, a população mundial da espécie cresceu cerca de 28% desde a década de 1970, resultado de ações contínuas de proteção e monitoramento. Desde 1982, a tartaruga-verde passou por nove avaliações, sempre aparecendo entre as espécies ameaçadas. A mudança, no entanto, não significa ausência de riscos.
O Projeto Tamar, referência nacional e internacional na preservação de tartarugas marinhas e presente em Ubatuba há décadas, confirma que a tartaruga-verde é a mais comum na região e destaca que as ameaças seguem ativas. “A captura acidental na pesca continua sendo um grande desafio, assim como a poluição dos mares. São problemas persistentes que precisam ser enfrentados”, ressalta a instituição.
A atuação do Tamar tem papel decisivo na recuperação da espécie. O trabalho envolve resgates, monitoramento de praias, atendimento de animais feridos e ações de educação ambiental que sensibilizam moradores e turistas. Em Ubatuba, onde o fluxo de embarcações e visitantes é intenso, essas iniciativas são essenciais para reduzir impactos humanos sobre o ambiente marinho.
A tartaruga-verde pode atingir cerca de 1,5 metro de comprimento de carapaça, ultrapassar 200 quilos e viver aproximadamente 80 anos. A espécie é considerada um símbolo da conservação no Brasil, e sua melhora nos índices globais reforça o resultado de décadas de esforço de instituições, como o Tamar. Ainda assim, especialistas alertam que a permanência na nova categoria depende da continuidade das ações de proteção e da redução das ameaças.