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Um brilho incomum tomou conta do mar de Ubatuba na noite deste domingo (18), por volta das 20h30, na região de Ubatumirim, quando plânctons bioluminescentes tingiram a água com tons de verde-esmeralda fosforescente. O fenômeno, registrado por ouvintes e enviado à Rádio Costa Azul FM, impressionou pela intensidade da luminosidade e transformou o movimento das ondas em um verdadeiro espetáculo natural.
De acordo com explicação do botânico e pesquisador José Ataliba Gomes, o efeito visual é provocado pela presença de Noctiluca scintillans, um organismo marinho pertencente ao grupo dos dinoflagelados. Quando a água é agitada, esses microrganismos liberam uma substância chamada luciferase, responsável pela emissão de luz azulada intensa, criando um cenário que lembra cenas do filme Avatar.
Além de Ubatumirim, ele esclarece que a ocorrência desse tipo de plâncton também tem sido registrada na orla do Itaguá, onde o brilho noturno no mar tem despertado curiosidade e encantamento. Apesar do aspecto visual considerado fascinante, especialistas alertam que os dinoflagelados estão associados ao fenômeno conhecido como maré vermelha, comum em diversas regiões costeiras.
O botânico conta que a maré vermelha pode ser tóxica e tornar impróprio o consumo de pescados, representando riscos à saúde humana e à vida marinha. Segundo o pesquisador, fatores ambientais contribuem para a proliferação desses organismos, entre eles a grande quantidade de poluição que chega à Baía do Itaguá por meio dos rios Acaraú, Tavares e Grande, o que favorece a formação desse tipo de ocorrência.