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A empresária Eliane Alves dos Santos, acusada de envolvimento na morte da cozinheira Berenice Ramos de Aguiar, foi transferida nesta quarta-feira (5) para o presídio feminino de Tremembé, no interior de São Paulo. A informação foi divulgada inicialmente pela defesa e confirmada pela Secretaria da Administração Penitenciária.
Eliane estava presa desde 10 de julho na cadeia de Caraguatatuba e aguardava uma vaga em uma unidade prisional. A transferência para Tremembé ocorre após a Justiça decretar a prisão preventiva da empresária no processo que apura a morte de Berenice.
O complexo penitenciário de Tremembé ficou conhecido nacionalmente por receber mulheres envolvidas em casos de grande repercussão. A unidade já abrigou detentas como Suzane von Richthofen e Elize Matsunaga, que atualmente não estão mais no regime fechado. O local também recebeu outros casos de grande repercussão no estado.
Além de Eliane, outros dois investigados respondem ao processo. O namorado dela, Irimar Castilho, foi transferido para o Presídio Militar Romão Gomes, em São Paulo. Já o sobrinho da empresária, Magno dos Santos Neri Barbosa, passou por audiência de custódia nesta quarta-feira (5) e teve a prisão mantida.
A denúncia apresentada pelo Ministério Público e aceita pela Justiça aponta que Berenice foi morta dentro da caminhonete de Eliane durante um trajeto pela Rodovia Rio-Santos. Segundo a acusação, Magno dirigia o veículo, Berenice estava no banco do passageiro e Eliane ocupava o banco traseiro. A empresária teria efetuado o disparo contra a cozinheira durante o percurso. O companheiro teria ajudado a eliminar vestígios e o corpo. A versão apresentada pela investigação é diferente do relato de Eliane, que afirmou ter deixado Berenice em um trevo de Ubatuba.O corpo da cozinheira foi localizado 17 dias após o desaparecimento, em uma área de mata em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro.
Os três respondem por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e fraude processual.
Para o G1, as defesas negam as acusações ou afirmam que ainda não vão se manifestar sobre o mérito. A defesa de Irimar sustenta que ele não participou do homicídio nem da ocultação do cadáver. Já a defesa de Eliane informou que assumiu o caso nesta quarta-feira e aguarda acesso integral aos autos antes de apresentar uma manifestação sobre a investigação. A defesa de Magno afirmou que ele permanece à disposição das autoridades e colabora com a apuração.