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A reabertura do Estádio Municipal Ciccillo Matarazzo, no Perequê-Açu, em Ubatuba, voltou a ficar sem data definida. Em agosto, a prefeitura previa que o espaço poderia receber partidas a partir de 28 de outubro. Agora, a Secretaria de Obras informou que as atividades esportivas programadas para este mês estão suspensas e que ainda há serviços pendentes para a conclusão das melhorias.
Em nota publicada nesta terça-feira (20), a administração municipal atribuiu parte dos atrasos às chuvas frequentes dos últimos meses, que já ultrapassam 60 dias e dificultam principalmente o tratamento do gramado. Segundo a secretaria, as condições do solo e a instabilidade climática impedem a execução adequada dos procedimentos necessários para liberar o campo.
Além do gramado, ainda faltam a conclusão da pista de atletismo, a instalação das traves e a marcação do campo. Também estão pendentes a instalação do elevador e a finalização dos banheiros externos sob a nova arquibancada.
Na área destinada ao camarote, ainda precisam ser concluídas a parte elétrica, a instalação dos vidros de fechamento e a pintura externa. Segundo a prefeitura, o espaço deverá receber modalidades esportivas como jiu-jítsu e judô. A iluminação do campo, por outro lado, já foi concluída.
A situação se arrasta desde 2019, quando a reforma do estádio foi anunciada. Em 5 de agosto deste ano, a reportagem informou que a antiga arquibancada começava a ser demolida e que a prefeitura previa a retomada das partidas em 28 de outubro. Na ocasião, a construção da nova estrutura ainda dependia da conclusão do processo administrativo para a emissão da ordem de serviço.
Agora, com a suspensão da programação esportiva de outubro, a previsão divulgada anteriormente não se concretiza. A Secretaria de Obras afirma que ainda avaliará os pontos que necessitam de intervenção antes de definir as medidas para a retomada das atividades, mas não informou uma nova data para a reabertura.
Enquanto isso, atletas e a comunidade esportiva de Ubatuba continuam à espera da conclusão de uma obra que atravessa mais de seis anos sem devolver o estádio plenamente à população.