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A Câmara de Ubatuba adiou, por sete votos a dois, o pedido de informação sobre o contrato da prefeitura com a empresa de ônibus SOU. Apenas os vereadores Jaque Dutra (PSB) e Adão Pereira (PSB) votaram a favor da proposta, que busca esclarecer questões relacionadas à prestação do serviço e às medidas adotadas pelo Executivo diante das últimas paralisações.
Durante a discussão, Jaque defendeu a necessidade de esclarecimentos sobre a fiscalização do contrato e afirmou que a população precisa de respostas diante da instabilidade no transporte público. “O que está acontecendo entre a contratante e o contratado? Por que as paralisações?”.
Adão Pereira apoiou o pedido, mas criticou a demora do Executivo em tomar providências. “Se a gente quiser uma informação mais detalhada, é através do pedido de informação. Basta o Executivo ter caráter e cumprir a regra do contrato. Se a prefeitura não está pagando o adicional, a empresa tem que continuar o serviço e judicializar o município”, afirmou.
O vereador Rogério Frediani (PL), que foi contra a solicitação, afirmou que há conversas para tentar viabilizar a rescisão contratual, mas ponderou que o pedido de informação poderia atrapalhar as tratativas em andamento. “Estamos fazendo tudo com cautela, conversas para que a situação tenha sucesso”.
Já Sandro Anderle (MDB) afirmou ser contrário à SOU desde a chegada da empresa ao município e questionou o posicionamento de quem agora cobra informações sobre o contrato.
Jaque encerrou pedindo apoio dos vereadores caso não haja solução para o problema nas próximas duas semanas. “Conto com os vereadores votando a favor do pedido de informação daqui duas semanas, se não houver resolução.”
Na última quinta-feira (8), Ubatuba ficou sem ônibus após uma paralisação dos motoristas da SOU, devido a suposto atraso de pagamento. A interrupção ocorreu em meio às dificuldades financeiras da prefeitura, que acumula dívida de mais de R$ 7 milhões com a empresa, referente ao subsídio.