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A denúncia de uma gestante de 31 semanas acendeu o alerta sobre o atendimento de pré-natal de alto risco em Ubatuba. Segundo o relato enviado à Rádio Costa Azul, o município estaria sem oferta regular desse tipo de acompanhamento na rede pública, obrigando pacientes a recorrerem a atendimentos improvisados na própria Santa Casa.
A moradora afirma que vive uma gestação considerada de risco, com condições que exigem monitoramento contínuo. No entanto, de acordo com ela, não há médico disponível na rede municipal.
A gestante faz questão de destacar o empenho das profissionais que têm atuado na linha de frente. Segundo ela, as médicas vêm oferecendo suporte mesmo diante das limitações, realizando atendimentos além do previsto para não deixar as pacientes desassistidas. No relato, ela classifica a atuação como essencial e aponta que, sem esse esforço, a situação seria ainda mais grave.
Ainda assim, a paciente denuncia a sobrecarga dessas profissionais, afirmando que atendimentos de pré-natal estariam sendo realizados dentro da sala de pronto atendimento do hospital, sem a estrutura adequada e fora da função prevista.
“Hospital é lugar de emergência e parto, não de fazer pré-natal por falta de planejamento”, afirma. A paciente ainda questiona quem seria responsabilizado caso haja complicações até o nascimento do bebê.
Diante da denúncia, a Prefeitura de Ubatuba, por meio da Secretaria de Saúde, informou que o atendimento de pré-natal de alto risco é realizado por médico ginecologista concursado, e que o fluxo foi temporariamente impactado devido ao período de férias do profissional.
Segundo a administração, medidas já estão sendo adotadas para normalizar o serviço. A pasta informou que novos profissionais qualificados iniciarão as atividades no dia 17 de abril.
Além disso, a Secretaria de Saúde destacou, na nota, que está em andamento a convocação de mais um ginecologista aprovado em concurso público.