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O prazo para a conclusão das obras de restauração das ruínas do antigo presídio da Ilha Anchieta, em Ubatuba, foi prorrogado pela Fundação Florestal, órgão responsável pela intervenção. Inicialmente prevista para junho deste ano, a entrega do projeto agora está programada para 2026, com expectativa de finalização dos trabalhos em abril do próximo ano.
Segundo a Fundação, o adiamento ocorreu após a identificação de instabilidade em paredes e estruturas remanescentes durante a execução da obra. A situação exigiu a adoção de medidas adicionais, como o reforço das fundações e a implantação de sistemas específicos de contenção para garantir a segurança e a preservação das ruínas. A previsão é que, nos próximos meses, sejam concluídos os serviços voltados à estabilização das paredes e demais estruturas históricas.
O imprevisto também impactou o orçamento do projeto. O valor inicialmente estimado em R$ 4,282 milhões teve um acréscimo de 51%, passando para R$ 6,469 milhões em investimentos do Governo do Estado de São Paulo. De acordo com a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), até o início deste ano já haviam sido realizados estudos técnicos, elaboração de projetos executivos, limpeza das áreas, recuperação de estruturas e instalação de escoramentos provisórios, além de reforços estruturais considerados essenciais.
Localizada a cerca de 8 quilômetros do continente e a 213 quilômetros da capital paulista, a Ilha Anchieta abriga as ruínas de um antigo presídio desativado oficialmente em 1955, cenário de uma das maiores rebeliões da história do país, ocorrida em 1952. Atualmente, a área integra o Parque Estadual da Ilha Anchieta, criado em 1977, que protege 828 hectares de Mata Atlântica, praias, trilhas e mirantes, consolidando-se como um dos principais atrativos históricos e de ecoturismo de Ubatuba.