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Da população anterior, quem nunca ouviu o clássico “você aceita uma ligação a cobrar? Continue na linha após o sinal.”? Ícones de uma época em que celular era artigo de luxo, os telefones públicos ainda resistem em alguns pontos da cidade, mas já têm data para começar a sair de cena. A partir de 2026, os tradicionais orelhões entram oficialmente em processo de desmonte em todo o país. Em Ubatuba, 110 deles ainda existem e serão desativados.
No Litoral Norte, ainda existem 380 orelhões ativos, segundo levantamento recente. Apesar da presença ainda visível em ruas, praças e áreas mais movimentadas, a tendência é de redução acelerada. Com o fim das concessões de telefonia fixa, as operadoras deixam de ser obrigadas a manter os equipamentos, e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) já iniciou o processo de retirada dos aparelhos.
A regra é clara: os orelhões só devem permanecer, até 2028, em locais onde não exista sinal de celular ou outra alternativa de comunicação. Fora isso, a ordem é remover tanto os equipamentos desativados quanto as carcaças que já não cumprem mais função prática, cenário que começa a se desenhar também em Ubatuba.
Além da cidade, Caraguatatuba ainda possui 115 aparelhos, São Sebastião 111 e Ilhabela 44. Mesmo assim, a paisagem urbana do Litoral Norte deve mudar nos próximos anos, acompanhando uma transformação que já vinha acontecendo de forma silenciosa. Para se ter uma ideia, o Brasil tinha cerca de 202 mil orelhões em 2020; hoje, esse número caiu para aproximadamente 38 mil, entre ativos e em manutenção.
Segundo a Anatel, os recursos antes destinados à manutenção dos telefones públicos serão redirecionados para investimentos em banda larga e telefonia móvel, serviços que refletem o novo hábito de comunicação da população.
Agora, com celulares no bolso e aplicativos na palma da mão, o orelhão caminha para se tornar peça de memória de uma geração, ainda presente, mas cada vez mais rara nas ruas da cidade.